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ESG e RH: Uma Aliança Poderosa e estratégica pelo Bem Comum

Por Gianna Cunha

Se você me perguntasse hoje por que eu escolhi trabalhar com sustentabilidade, eu sempre diria que escolhi fazer o bem e fazer o certo. Isso mesmo, fazer o que falam as diretrizes do ESG nada mais é por que estar disciplinadamente buscando a melhoria do seu entorno, dos seus processos. 

Muito importante entender que, o cenário empresarial que estamos inseridos, a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) tornou-se um imperativo para as organizações que buscam não apenas o sucesso financeiro, mas também um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Este artigo propõe uma reflexão sobre como as práticas ESG estão transformando o panorama corporativo e destaca o papel crucial da área de Recursos Humanos (RH) nessa jornada transformadora.


ESG: O Tripé Sustentável:

O ESG compõe um conjunto de critérios que avalia o desempenho das empresas em três pilares totalmente interligados entre si: ambiental, social e governança. 


E - Impacto Ambiental:

O compromisso com práticas ambientais responsáveis não só atende às crescentes demandas dos consumidores conscientes, mas também reduz os impactos adversos das operações empresariais no meio ambiente. 

Indicadores Importantes para Medir o Impacto ambiental:

  1. Pegada de Carbono: Mensuração das emissões de gases de efeito estufa.

  2. Gestão de Resíduos: Acompanhamento da eficiência na redução, reutilização e reciclagem.

  3. Consumo Sustentável: Avaliação do uso de recursos naturais e adoção de fontes de energia renovável.


S- Responsabilidade Social Corporativa:


A dimensão social do ESG destaca a importância da equidade, diversidade e inclusão. As empresas que promovem um ambiente de trabalho inclusivo colhem os frutos de uma força de trabalho mais engajada e criativa. O RH desempenha um papel fundamental na criação de políticas e programas que incentivam a diversidade e asseguram a equidade, tornando as organizações mais resilientes e adaptáveis.

Indicadores Importantes para Medir o Impacto social:


  1. Índice de Diversidade: Monitoramento da representatividade de diferentes grupos na força de trabalho.

  2. Taxa de Retenção: Medida da satisfação e comprometimento dos colaboradores.

  3. Investimento em Desenvolvimento Social: Acompanhamento dos projetos e iniciativas sociais apoiados pela empresa.


G - Governança Corporativa:


A governança eficaz é a espinha dorsal de qualquer organização sustentável. O RH, como guardião dos valores e da cultura organizacional, desempenha um papel vital na promoção da transparência, responsabilidade e ética nos processos de tomada de decisão. A construção de estruturas de governança sólidas não apenas fortalece a reputação da empresa, mas também impulsiona a confiança dos stakeholders.


Indicadores Importantes para Medir o Impacto governança

  1. Estrutura de Conselho: Avaliação da composição e independência do conselho administrativo.

  2. Transparência Financeira: Garantia de divulgação clara e acessível das informações financeiras.

  3. Mecanismos Anticorrupção: Implementação de políticas que previnam práticas antiéticas.


E o Papel Estratégico do RH na Jornada ESG?


Diante do exposto, torna-se evidente que o RH desempenha um papel estratégico na incorporação das práticas ESG nas organizações. Além de recrutar e desenvolver talentos alinhados aos valores ESG, o RH atua como um catalisador na implementação de políticas que promovem a responsabilidade social e a integridade corporativa. Abaixo algumas práticas.


Por onde o RH pode e deve unir esforços com a alta liderança e colaboradores para começar:


  1. Comprometimento da Alta Direção:

A liderança deve demonstrar um compromisso claro com os princípios ESG, integrando-os à missão e visão da empresa.

  1. Avaliação do Status Atual:

Realizar uma avaliação interna para entender o posicionamento atual da empresa em relação aos critérios ESG.

  1. Engajamento dos Colaboradores:

Envolver os funcionários na transição para práticas mais sustentáveis, promovendo a conscientização e participação ativa.

  1. Desenvolvimento de Políticas ESG:

Formular políticas específicas que abordem as metas e compromissos ESG da organização.

  1. Implementação de Programas de Treinamento:

Capacitar os colaboradores para que compreendam e incorporem os princípios ESG em suas atividades diárias.

  1. Monitoramento Contínuo e Ajustes:

Implementar sistemas de monitoramento para acompanhar os indicadores-chave, avaliar o progresso e fazer ajustes conforme necessário.


Por que devemos sempre escolher o Bem?


Ao considerarmos a adoção das práticas ESG nas organizações, é inevitável questionar: por que não escolher fazer sempre o bem? Optar por integrar os princípios ESG não é apenas uma decisão de negócios e financeiro, é uma escolha consciente de priorizar o bem-estar das pessoas, a eficiência dos processos e, acima de tudo, o futuro do nosso planeta.

Portanto, a escolha de fazer o bem através do ESG não é apenas uma tendência de mercado; é uma necessidade moral e uma estratégia inteligente. Empresas que incorporam esses princípios não apenas cumprem seu papel social, mas também se posicionam como líderes visionários em seus setores. Essa escolha, fundamentada na responsabilidade e na empatia, é o caminho que não apenas beneficia as organizações, mas deixa um legado duradouro para as gerações futuras. 

Cumprir as regras do ESG não é difícil é um exercício de disciplina, de desejar muito e com muita fé, fazer o que é certo e apenas isso! E ao final, vale muito a pena.


Gianna Cunha, CEO da Zoe Management, consultoria especializada em ESG, Gestão de Pessoas e Governança



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