Av: Epitácio Pessoa, 1251 10 andar SL. 1002
Com a missão de promover a integração e dar suporte e apoio às ações das 23 ABRHs distribuídas pelo país, cinco voluntários assumiram, no início do ano, a Diretoria Regional de Integração da ABRH-Nacional. No triênio 2010-2012, eles vão contribuir com a associação no fortalecimento de seus pilares estratégicos – Associatividade, Representatividade, Sustentabilidade e Visibilidade –, visando a agregar valor à marca ABRH, oferecer excelência nos serviços prestados aos associados e promover conhecimento para a sociedade em geral. E isso, em todo o Brasil.
Além da missão, eles têm em comum o forte entusiasmo com o trabalho que vem pela frente. Na avaliação de Marluce Dezorzi, que assumiu a diretoria do Centro-Oeste, a região vive um grande momento de crescimento, o que deverá se reverter, também, em uma oportunidade ímpar para as seccionais nela instaladas. “O desenvolvimento das capitais e o franco crescimento de municípios da região exigirão das empresas um movimento positivo na otimização de seus processos e tecnologias, mas, principalmente, profissionais altamente capacitados e competentes para atender as exigências do mercado.”
Ela frisa que, para enfrentar esse desafio, os profissionais das áreas de RH e de gestão de pessoas devem se preparar para dar assessoria aos gestores, o que cria a oportunidade definitiva de uma atuação exitosa das ABRHs do Centro-Oeste e, consequentemente, do fortalecimento da associação em âmbito nacional.
Para Jefferson Leonardo, responsável pela região Sul, a diretoria tem o papel de ser uma ponte facilitadora entre as seccionais e a ABRH-Nacional, buscando uma significativa mudança de paradigma para o desenvolvimento da associação no território nacional. “Trata-se do conceito de inversão da pirâmide. Na atual gestão, as seccionais e suas regionais ocuparão o cume da pirâmide da ABRH-Nacional, serão as protagonistas da história no novo triênio, com o entendimento de que a sua soma perfaz o sucesso da entidade nacionalmente e a efetiva contribuição com o desenvolvimento da área de RH, bem como do país.”
Ele acredita que, com isso, as seccionais do Sul têm muito a contribuir, porque suas práticas em gestão de pessoas estão sintonizadas com o conceito contemporâneo de governança corporativa. “É evidente o maior reconhecimento por parte dos empresários sobre a importância estratégica da eficaz gestão de pessoas para os resultados sustentáveis do seu negócio”, enfatiza.
A pirâmide invertida é a principal inovação do projeto VALORH, desenvolvido pela nova gestão da ABRH-Nacional, e tem gerado muita expectativa nos diretores regionais, interessados não apenas na integração entre os Estados da região de sua responsabilidade, como entre todas elas.
Buscar o alinhamento das seccionais respeitando suas diferenças é o grande desafio na visão da diretora do Nordeste, Andréa Carnaúba. Ela conta que, comparando com dez anos atrás, a gestão de pessoas passou por muitos avanços no Nordeste e as ABRHs locais têm contribuído de forma efetiva para isso. “É cada vez maior o número de pessoas em busca de aprendizado nos nossos eventos. Esse crescimento é um caminho sem volta, mas ainda encontramos organizações que pensam em gestão de pessoas como administração de pessoal ou, no máximo, recrutamento e seleção. Entretanto, esse não é um ‘privilégio’ do Nordeste; nos deparamos com casos assim no Brasil inteiro”, ressalva, reforçando que esse é um momento de desafios e de muito trabalho. “Mas teremos uma colheita farta mais tarde”, afirma.
As seccionais do Norte também anseiam por transformações. Elane Medeiros, que assumiu a diretoria da região, diz que os associados das ABRHs querem respostas mais rápidas no tocante à profissionalização de RH. Ela acredita que a principal contribuição das seccionais será melhor instrumentalizar os profissionais da área, detectando suas necessidades por meio de pesquisas, como a que foi realizada no início de 2009, pela ABRH-AM em parceria com a empresa Perspectiva e o Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas). O levantamento apontou que, nas empresas amazonenses, aqueles que estão à frente das ações de RH têm boa formação acadêmica, mas, em contrapartida, exercem a função há pouco tempo.
Pelo Sudeste, o diretor Cícero Andrade acredita que a ABRH está bem consolidada na região, tanto no que se refere à cobertura dos Estados, como à forte atuação e contribuição das suas seccionais no cenário nacional. Sua proposta para o crescimento e desenvolvimento da associação em todo o país é a disseminação das melhores práticas em RH e gestão de pessoas, não só entre as seccionais do Sudeste, mas entre todas as regiões. “Somando, a gente consegue uma ABRH muito melhor em todo o Brasil. E, nesse ponto, embora tenhamos assumido o cargo há pouco tempo, posso dizer que já começamos muito bem a troca de experiência, porque existe um espírito de cooperação muito forte entre todos os integrantes da diretoria”, finaliza.