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08.01.2010

Associação inicia 2010 inaugurando uma nova fase

Com a prioridade de apoiar e fortalecer as seccionais presentes em 22 Estados e no Distrito Federal, Leyla Nascimento, que nos últimos seis anos presidiu a ABRH-RJ, assumiu a presidência da ABRH-Nacional no início deste mês. Sua gestão, que se estenderá até dezembro de 2012, será pautada pelo Projeto VALORH: Solidez e Transformação da ABRH no Brasil, sustentado por três pilares – Valor da Marca, para gerar maior sustentabilidade institucional; Valor para o Associado, visando à excelência dos serviços; e Valor para a Sociedade, ou seja, disponibilizar a expertise da entidade para o seu entorno. Reforçando o time feminino, Leyla tem como vice Elaine Saad, presidente da ABRH-SP em 2008 e 2009. Na entrevista a seguir, a primeira mulher a ocupar o cargo nos 44 anos de existência da associação comenta o papel e os desafios de RH diante de um país em franco crescimento e detalha os planos para os três anos em que estará na liderança da associação.

JORNAL DA ABRH – A área de RH é predominantemente feminina – mais de 60%dos profissionais são mulheres. Entretanto, durante seus 44 anos de existência, a ABRH-Nacional só havia sido liderada por homens. Há um significado especial no fato de ser a primeira mulher na presidência?

LEYLA NASCIMENTO – É interessante, porque isso tem me acompanhado na trajetória profissional e de voluntariado. Fui a primeira mulher a dirigir uma unidade do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), numa época em que a organização era dirigida apenas por homens em 22 Estados. Também tão logo o Rotary Internacional permitiu a participação do sexo feminino, fui a primeira mulher a ingressar no meu clube de Rotary e, anos depois, a presidi-lo. Na ABRH-RJ, atuava há seis anos quando o saudoso Luiz Carlos Campos, ex-presidente da associação e da ABRH-Nacional, me convidou para ser a primeira mulher a presidir a seccional. O mesmo se repete agora na ABRH-Nacional. O maior significado disso tudo é para a minha geração, cujas mulheres precisaram ser desbravadoras para alcançar cargos que, durante tempos, foram primazia do sexo masculino. Entretanto, no caso da ABRH-Nacional, é um pouco diferente. Como a maioria das seccionais é presidida por mulheres, acredito que a ascensão ao cargo foi mais uma questão de oportunidade e reconhecimento ao meu trabalho na ABRH-RJ.

JA – Quais foram os aprendizados adquiridos na presidência da ABRH-RJ que agora vão ajudá-la na ABRH-Nacional?

LN – Tive o privilégio de trabalhar com quase 30 diretores na ABRH-RJ, todos muito atuantes. O maior aprendizado desse período foi o de mobilizar os voluntários que integram a diretoria para darem o melhor de si no tempo que têm disponível. Eles são executivos de empresas que reconhecem a importância de se doar pela causa da associação, mas cujo tempo para exercer o voluntariado é escasso. Entendermos isso é primordial para contar com a sua participação. Também aprendi que é preciso saber ouvir os associados. No Rio, o primeiro ato da nossa gestão foi aplicar uma pesquisa para entender as suas necessidades e, a partir disso, criar valor nos serviços oferecidos a eles. Faremos o mesmo com os associados da ABRH-Nacional, que são os presidentes das seccionais e representam os seus associados. Por fim, outro aprendizado importante foi o de que as parcerias são fundamentais para oferecermos serviços de qualidade aos associados.

JA – Como a senhora define o atual momento daABRH-Nacional?

LN – É interessante ver um case de sucesso como o da ABRH. Em nosso país, as entidades de classe mais reconhecidas sempre foram os Conselhos Federais, Estaduais e as Federações. Uma associação se destacar com iniciativas e programas para o fortalecimento de uma área profissional e, além disso, se tornar referência para outros países da América Latina, é motivo de muito orgulho para nós, voluntários que compomos as diretorias pelo Brasil.

JA – Em 2009, os profissionais de RH trabalharam em um cenário de contenção de custos. O momento agora é de reaquecimento econômico. Qual deverá ser a palavra-chave para o RH?

LN – A meu ver, a palavra-chave é Educação e a área de RH deve se preparar para buscar maior diálogo com universidades e escolas técnicas, afim de que estas qualifiquem e capacitem seus profissionais para atender às novas demandas de crescimento e expansão. Os resultados econômico apontam o Brasil como um dos países que mais receberão investimentos. As empresas deverão estar preparadas para essa grande retomada e só vejo uma forma de isso acontecer: com a área de RH alinhada estrategicamente ao negócio e à educação.

JA – E qual deve ser o papel da ABRH?

LN – Temos de nos mobilizar para oferecer serviços às empresas e aos gestores de pessoas, de forma a aproximá-los da meta de recrutar e reter talentos, o que requer o apoio fundamental das diferentes áreas da educação formal e de extensão. Com isso, vislumbro um crescimento maior do elearning, de modo que mais e mais pessoas consigam alcançar essa qualificação.

JA – E qual será a tônica dos próximos três anos?

LN – A nossa tônica é o crescimento de associados e parceiros por meio de suporte e apoio às 23 seccionais. Vamos criar frentes e serviços que efetivamente fortaleçam a nossa missão de disseminar conhecimento e buscar a aproximação com parceiros-investidores interessados na associação de modo que divulguem e disponibilizem os seus serviços e produtos de excelência em gestão de pessoas e, como consequência, apóiem nossas ações por todo o país.

JA – Para finalizar, o que a profissional Leyla Nascimento tem a dizer para a presidente da ABRH-Nacional?

LN – Que ela abraça um grande e belo desafio. Que lhe está sendo dada uma oportunidade de mais um trabalho voluntário pela causa de sua área de atuação. Que, assim como na presidência da ABRH RJ, ela vai liderar líderes e executivos voluntários, cujo tempo é bastante escasso e o segredo será obter o melhor deles nesse pouco tempo disponível. E, o mais importante, que ela precisará cumprir a proposta do Projeto VALORH, construído com os membros de sua chapa ao se candidatar à presidência da ABRH-Nacional.


fonte: jornal O Estado de S. Paulo
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